segunda-feira, agosto 11, 2008
sábado, agosto 09, 2008
Vou tirar você do dicionário
Eu vou tirar do dicionário
A palavra você
Vou troca-lá em miúdos
Mudar meu vocabulário
e no seu lugar
vou colocar outro absurdo
Eu vou tirar suas impressões digitais
da minha pele
Tirar seu cheiro
dos meus lençóis
O seu rosto do meu gosto
Eu vou tirar você de letra
nem que tenha que inventar
outra gramática
Eu vou tirar você de mim
Assim que descobrir
com quantos "nãos" se faz um sim
Eu vou tirar o sentimento
do meu pensamento
sua imagem e semelhança
Vou parar o movimento
a qualquer momento
Procurar outra lembrança
Eu vou tirar, vou limar de vez sua voz
dos meus ouvidos
Eu vou tirar você e eu de nós
o dito pelo não tido
Eu vou tirar você de letra
nem que tenha que inventar
outra gramática
Eu vou tirar você de mim
Assim que descobrir
com quantos "nãos" se faz um sim
A palavra você
Vou troca-lá em miúdos
Mudar meu vocabulário
e no seu lugar
vou colocar outro absurdo
Eu vou tirar suas impressões digitais
da minha pele
Tirar seu cheiro
dos meus lençóis
O seu rosto do meu gosto
Eu vou tirar você de letra
nem que tenha que inventar
outra gramática
Eu vou tirar você de mim
Assim que descobrir
com quantos "nãos" se faz um sim
Eu vou tirar o sentimento
do meu pensamento
sua imagem e semelhança
Vou parar o movimento
a qualquer momento
Procurar outra lembrança
Eu vou tirar, vou limar de vez sua voz
dos meus ouvidos
Eu vou tirar você e eu de nós
o dito pelo não tido
Eu vou tirar você de letra
nem que tenha que inventar
outra gramática
Eu vou tirar você de mim
Assim que descobrir
com quantos "nãos" se faz um sim
quinta-feira, agosto 07, 2008
Ela
Ela não passa em porta entreaberta, não escreve nas entrelinhas, não cabe em buraquinhos.
Ela não se alimenta de migalhas, não bebe em conta-gotas, não mora em qualquer cantinho, não veste fiapos, não usa restinhos.
Ela não entende meias palavras, não ouve meios tons, não pinta em cores pastéis, não grita a meia voz, não se mostra a meia luz.
Ela não esmola, não suplica, não implora, não pede pelo-amor-de-deus, não se contenta com qualquer coisa, não aceita prêmio de consolação.
Ela não engole aos poucos, não toma um tantinho, não se alimenta de sobras, não se afoga em pouca água, não vive de leve.
Ela é assim.
Ela não se alimenta de migalhas, não bebe em conta-gotas, não mora em qualquer cantinho, não veste fiapos, não usa restinhos.
Ela não entende meias palavras, não ouve meios tons, não pinta em cores pastéis, não grita a meia voz, não se mostra a meia luz.
Ela não esmola, não suplica, não implora, não pede pelo-amor-de-deus, não se contenta com qualquer coisa, não aceita prêmio de consolação.
Ela não engole aos poucos, não toma um tantinho, não se alimenta de sobras, não se afoga em pouca água, não vive de leve.
Ela é assim.
quarta-feira, agosto 06, 2008
Eles são parecidos. Mas o que eles não sabem é que um tem medo do outro. Ele acha que ela é absurdamente bonita e inteligente. Ela acha que ele é absurdamente bonito e inteligente. Numa mesa de bar eles relembram suas histórias, contam de seus erros e acertos, paixões,confusões, pretensões. Foi nos braços um do outro que encontraram cumplicidade e perderam seus medos. O toque de pele entre os dois era como imã, aquela pele macia não deixava que ela se desprendesse dele.O som ambiente era uma música propícia, perfeita para o ritmo da noite. Ali, juntos, nada mais importava. E conversando, o sentimento que imperava no ambiente era de admriração mútua. Ele se levanta e vai até outro aposento, apenas um óculos e um livro nas mãos fazem o seu figurino. Senta-se na cama novamente, procura a página e lê uma cronica. Eles se beijam e vão dormir.
quinta-feira, julho 31, 2008
Liberte suas emoções!
Ontem eu fui parar no hospital explodindo de dor de cabeça. Mal conseguia levantar a cabeça e se pudesse fazia virar noite pra não ter que ficar no claro ,tontura e tudo mais. Cheguei no hospital e pra minha surpresa o médico de plantão foi super atencioso comigo, até olhou nos meus olhos, pasmem! Ele me perguntou com o que eu trabalhava, o que eu fazia depois do trabalho, se eu falava das minhas coisas pra outras pessoas, como é a minha saúde, minha alimentação, etc etc etc, e ai me perguntou: "Quando você está triste ou nervosa, você costuma chorar?" Parei. Antes até se a Regina Duarte, rainha mór da teledramaturgia que tem 1000 façetas iguais pra 1001 tipos de sentimentos apareçesse na tela eu chorava. Agora a coisa mais difícil ever é desçer uma lágrima no meu rosto. Eu respondi: "Eu não choro mais por nada. Nem por mim." Ele baixou a cabeça e continuou a fazer anotações. Me examinou, conversou um pouco mais comigo e pediu pra eu sentar." Flaviane, o seu caso é bem comum ultimamente, você está com um quadro de stress, muito nervoso acumulado. Te recomendo que você começe a tomar um calmante muito bom chamado Lexotan." UHIUSAHASIUASHSUISHUASIHSUISAHSAIUASHASIUSHASUHSAIUASHASIUASHASI!!!!!!"Doutor, sinto muito, mas esse é um remédio que eu pretendo nunca mais tomar, já tive grandes problemas com ele." E com a semana que eu tive, realmente foi a gota d´água. Resumo da ópera: Ele me passou um calmante natural, o qual eu não vou tomar, vários remédios na veia miturados com glicose e mais um roxo no braço, acho que as pessoas devem pensar eu to usando drôgas,hoho, eu vivo com o braço marcado de injeção. É isso ai, uma qualidade de vida melhor, pliiiis, e me bilisquem pra ver se eu choro!uihsauisahsuihsaiushsiuhsiuhsiuahuas....
PS: Escrevendo para o Charlie, esse blog é inabitável,acho que se um dia eu cometer um assassinato venho aqui desabafar....hehe...free hugs.
PS: Escrevendo para o Charlie, esse blog é inabitável,acho que se um dia eu cometer um assassinato venho aqui desabafar....hehe...free hugs.
sexta-feira, julho 25, 2008
O motorista do 8-100(Rubem Braga)
Tem p Correio da Manhã um repórter que faz, todo domingo, uma página inteira de tristezas. Vive montado em um velho carro, a que chama. “Gerico"; a palavra, hoje, parece que se escreve com “J"; de qual jeito (que sempre achei mais jeitoso quando se escrevia com “g") é carro paciente e rústico, duro e invencível como um velho jumento. ' tinha de sê-lo; pois sua missão é ir ver ruas esburacadas e outras misérias assim.
Pois esse colega foi convidado, outro dia, a ver uma coisa bela. _ estivesse pela manhã bem cedo jundo ao edifício Brasília (o último Avenida Rio Branco, perto do Obelisco) para assistir à coleta de lixo. Foi. Viu chegar o caminhão 8-100 da Limpeza Urbana, e saltarem ajudantes, que se puseram a carregar e despejar as latas de lixo. Enquanto isso, que fazia o motorista? O mesmo de toda manhã. Pegava um espanador e um pedaço de flanela, e fazia o seu carro ficar rebrilhando d limpeza. Esse motorista é “um senhor já, estatura mediana, cheia de corpo claudicando da perna direita; não ficamos sabendo seu nome".
Não poupa o bom repórter elogios a esse humilde servidor municipal. E sua nota feita com certa emoção e muita justeza mostra que, ele não apenas sabe reportar as coisas da rua como também as coisas da' alma.
Cada um de nós tem, na memória da vida que vai sobrando, seu caminhão de lixo que só um dia despejaremos na escuridão da morte. É Grande parte do que vamos coletando pelas ruas tão desiguais da existência é apenas lixo; dentro dele é que levamos a jóia de uma palavra preciosa, o diamante de um gesto puro.
É boa a lição que nos dá o velho motorista manco; e há, nessa lição, um alto e silencioso protesto. Não conheço este homem, nem sei que infância teve, que sonhos lhe encheram a cabeça de rapaz. Talvez na adolescência ele sucumbisse a uma tristeza sem remédio se uma cigana cruel lhe mostrasse um retrato de sua velhice : gordo, manco, a parar de porta em porta um caminhão de lixo. Talvez ele estremecesse da mais alegre esperança se uma cigana generosa e imprecisa lhe contasse: “Vejo-o guiando um grande carro na Avenida Rio Branco; pára diante de um edifício de luxo; o carro é novo, muito polido, reluzente... “
É costume dizer que a esperança é a última que morre. Nisto está uma das crueldades da vida; a esperança sobrevive à custa de mutilações. Vai minguando e secando devagar, se despedindo dos pedaços de si mesma, se apequenando e empobrecendo, e no fim é tão mesquinha e despojada que se reduz ao mais elementar instinto de sobrevivência. O homem se revolta jogando sua esperança para além da barreira escura da morte, no reino luminoso que uma crença lhe promete, ou enfrenta, calado e só, a ruína de si mesmo, até o minuto em que deixa de esperar mais um instante de vida e espera como o bem supremo o sossego da morte. Depois de certas agonias a feição do morto parece dizer: “enfim veio; enfim, desta vez não me enganaram".
Esse motorista, que limpa seu caminhão, não é um conformado, é o herói silencioso que lança um protesto superior. A vida o obrigou a catar lixo e imundície; ele aceita a sua missão, mas a supera com esse protesto de beleza e de dignidade. Muitos recebem com a mão suja os bens mais excitantes e tentadores da vida; e as flores que vão colhendo no jardim de uma existência fácil logo têm, presas em seus dedos frios, uma sutil tristeza e corrupção, que as desmerece e avilta. O motorista do caminhão 8-100 parece dizer aos homens da cidade: “O lixo é vosso meus são estes metais que brilham, meus são estes vidros que esplendem, minha é esta consciência limpa."
Pois esse colega foi convidado, outro dia, a ver uma coisa bela. _ estivesse pela manhã bem cedo jundo ao edifício Brasília (o último Avenida Rio Branco, perto do Obelisco) para assistir à coleta de lixo. Foi. Viu chegar o caminhão 8-100 da Limpeza Urbana, e saltarem ajudantes, que se puseram a carregar e despejar as latas de lixo. Enquanto isso, que fazia o motorista? O mesmo de toda manhã. Pegava um espanador e um pedaço de flanela, e fazia o seu carro ficar rebrilhando d limpeza. Esse motorista é “um senhor já, estatura mediana, cheia de corpo claudicando da perna direita; não ficamos sabendo seu nome".
Não poupa o bom repórter elogios a esse humilde servidor municipal. E sua nota feita com certa emoção e muita justeza mostra que, ele não apenas sabe reportar as coisas da rua como também as coisas da' alma.
Cada um de nós tem, na memória da vida que vai sobrando, seu caminhão de lixo que só um dia despejaremos na escuridão da morte. É Grande parte do que vamos coletando pelas ruas tão desiguais da existência é apenas lixo; dentro dele é que levamos a jóia de uma palavra preciosa, o diamante de um gesto puro.
É boa a lição que nos dá o velho motorista manco; e há, nessa lição, um alto e silencioso protesto. Não conheço este homem, nem sei que infância teve, que sonhos lhe encheram a cabeça de rapaz. Talvez na adolescência ele sucumbisse a uma tristeza sem remédio se uma cigana cruel lhe mostrasse um retrato de sua velhice : gordo, manco, a parar de porta em porta um caminhão de lixo. Talvez ele estremecesse da mais alegre esperança se uma cigana generosa e imprecisa lhe contasse: “Vejo-o guiando um grande carro na Avenida Rio Branco; pára diante de um edifício de luxo; o carro é novo, muito polido, reluzente... “
É costume dizer que a esperança é a última que morre. Nisto está uma das crueldades da vida; a esperança sobrevive à custa de mutilações. Vai minguando e secando devagar, se despedindo dos pedaços de si mesma, se apequenando e empobrecendo, e no fim é tão mesquinha e despojada que se reduz ao mais elementar instinto de sobrevivência. O homem se revolta jogando sua esperança para além da barreira escura da morte, no reino luminoso que uma crença lhe promete, ou enfrenta, calado e só, a ruína de si mesmo, até o minuto em que deixa de esperar mais um instante de vida e espera como o bem supremo o sossego da morte. Depois de certas agonias a feição do morto parece dizer: “enfim veio; enfim, desta vez não me enganaram".
Esse motorista, que limpa seu caminhão, não é um conformado, é o herói silencioso que lança um protesto superior. A vida o obrigou a catar lixo e imundície; ele aceita a sua missão, mas a supera com esse protesto de beleza e de dignidade. Muitos recebem com a mão suja os bens mais excitantes e tentadores da vida; e as flores que vão colhendo no jardim de uma existência fácil logo têm, presas em seus dedos frios, uma sutil tristeza e corrupção, que as desmerece e avilta. O motorista do caminhão 8-100 parece dizer aos homens da cidade: “O lixo é vosso meus são estes metais que brilham, meus são estes vidros que esplendem, minha é esta consciência limpa."
Harry Potter e as Relíquias da Morte
"...Enquanto discutiam aos cochichos, Harry andou pela sala prestando apenas meia atenção à conversa. Ao chegar à escada circular, ergueu os olhos distraidamente para o andar acima e se perturbou. O seu próprio rosto se refletia no teto do aposento.
Passado um momento de perplexidade, ele percebeu que não era um espelho, mas uma pintura. Curioso, começou a subir a escada.
-Harry, que é que está fazendo? Acho que você não devia ficar olhando a casa quando ele não está presente!
Harry, porém, já alcançara o andar de cima.
Luna decorara o teto do quarto com cinco rostos belamente pintados: Harry, Rony, Hermione, Gina e Neville. Eles não se moviam como os quadros de Hogwarts, mas ainda assim, possuíam certa magia: Harry achou que respiravam. o que pareciam ser apenas finas correntes de ouro passadas em volta das imagens, entrecruzando-as, após um exame mais atento, Harry percebeu que formavam uma palavra, mil vezes repetida em tinta dourada: amigos... amigos... amigos... "
Passado um momento de perplexidade, ele percebeu que não era um espelho, mas uma pintura. Curioso, começou a subir a escada.
-Harry, que é que está fazendo? Acho que você não devia ficar olhando a casa quando ele não está presente!
Harry, porém, já alcançara o andar de cima.
Luna decorara o teto do quarto com cinco rostos belamente pintados: Harry, Rony, Hermione, Gina e Neville. Eles não se moviam como os quadros de Hogwarts, mas ainda assim, possuíam certa magia: Harry achou que respiravam. o que pareciam ser apenas finas correntes de ouro passadas em volta das imagens, entrecruzando-as, após um exame mais atento, Harry percebeu que formavam uma palavra, mil vezes repetida em tinta dourada: amigos... amigos... amigos... "
quinta-feira, julho 24, 2008
To com um aperto idiota no peito. Como se eu estivesse sufocada. Meu dia foi uma bosta,nem vale a pena comentá-lo. Enfim, já ouvi 412 vezes uma música do Sigur Ros chamada Ágaetis Byrjun. Agora começou mais uma vez. A música é linda, mas cada vez que eu a ouço o meu peito aperta ainda mais. To com falta de gostar de alguém. De pensar em alguém enquanto acordo, trabalho, como e quando vou deitar ser a última coisa antes de adormeçer. Droga, fazia tempos que eu não chorava. Ainda bate algo aqui dentro... Bem fraquinho, mas dá pra ouvir.
terça-feira, junho 03, 2008
segunda-feira, janeiro 21, 2008
No love,no pain.
Ele não dizia quase nada sobre qualquer coisa.E foi nos braços de uma menina que ele encontrou o que não estava procurando.Mas ele ficou por ali,até saber se gostava.Ou não.Ele encontrou diversos sentimentos dos quais não sabia do que se tratava,e sim de início ele gostou,usufruiu do que lhe foi servido e ficou de barriga cheia.Cada vez que a fome batia,ele ia lá se servia mais um pouco daquilo que lhe vinha de graça.De coração.O que é um coração?Pra que serve?O dele não batia como deveria.Era fraco,quase imperceptível,mas estava ali,ele só não sabia como usar,o manual estava esquecido em alguma de suas gavetas,debaixo das cuecas.E no tempo que ele impôs pra que as coisas dessem certo,ele foi solícito como um presidente para o povo pobre,agradeçeu a atenção e saiu pela direita.
domingo, janeiro 06, 2008
quarta-feira, janeiro 02, 2008
De volta.
Dia 2.Chegou rápido.Todos os dias o meu primeiro pensamento é:to atrasada.O fato é que eu deveria acordar 6:00,mas coloco o celular pra despertar 6:30 e faço tudo correndo.Banho,leite,pão,dentes,Bom dia São Paulo com previsão do tempo e atrocidades do dia-a-dia na metrópole,corre,maquiagem,roupa e vamos lá.Cheguei e tudo estava como eu deixei.Deus,quanta coisa pra fazer,me deu aquele desânimo.mal começei a trabalhar já parei pra uma pausa.Ligações de bom dia,mensagens de texto e uma ligação especial que me deixou feliz pelo resto do dia.Chegam as pessoas,umas estimadas,outras não,abraços,disputas pra ver quem se queimou mais no sol e tal.Hursss...Vou almoçar.Mesmo restaurante.Mesmas pessoas.Vamos ver o que tem de bom.Hummm...em 2008 vou mudar meu cardápio...Ah...mas eu gosto tanto de arroz parabolizado...humm...tem milho...Chego na parte de churrasco e o cara já me pergunta:"o de sempre?"sim,medalhão de frango sempre...humm....suco de amora com morango,nhaim*-*...Como,me levanto,pago,por incrível que pareça,praticamente sempre o mesmo valor,mesmo sendo self-service,desejos de um bom ano,promessas sem fim,enfim...Voltando ao trabalho o mesmo de sempre,e depois o mesmo de sempre.16:00.Vou embora.Os taurinos não gostam de mudanças.Mas eu quero muitas.
quinta-feira, dezembro 27, 2007
Aqueles que estimo.
Hoje acordei com um puta vazio no peito.Fiquei pensando como serial legal se a galera de longe morasse aqui em Sampa.As baladas que a gente fez esse ano,cada uma com suas particularidades,engraçadas,as pessoas que conheçi,que a internet me proporcionou,quebrei tantos tabus,mudei minha opinião em variados assuntos,enfim... Hoje foi um dia em que eu tive vontade de ter todos ao meu lado.E um dia como esse se repetiu muitas vezes ao longo do ano.Mesmo as pessoas que moram aqui em Sampa,não é sempre que dá pra gente se encontrar.O fator tempo(dinheiro) e tempo(correria)conta muito,não são todos que podem ir no mesmo lugar e dia,"eu não gosto disso","lá é sujo","na Ledslay eu não vou"(essa última é minha),"minha tia-avó cortou o dedinho do pé"e por aí vai... As pessoas de longe,elas me fizeram comparecer mais ao msn,um lugar que não é muito do meu agrado,mas quando estou triste tenho certeza que lá lerei uma palavra amiga,uma letra que muda tudo,um Ctrl C Ctrl V "o que eu faço?o que eu digo?","você é bem maior que isso,flavi","sinto saudades de vc","vc é especial pra mim","ontem eu pensei em vc!",isso me deixa muito feliz,de verdade,muitas risadas,madrugadas,o sono no outro dia,mas com aquele sorriso estampado no rosto. Esse ano tive também um amor-amigo.Digo amor-amigo,porque hoje vejo que fomos muito mais amigos,parceiros de risos,dores,seriados,livros,músicas,shows,confissões,minutos de silêncio e barulho também do que namorados.Agradeço a amizade e atenção dispensada. É difícil mesmo ter tudo a sua volta,as vezes acho que é pedir demais.Até mesmo a Isis,que falo sempre,sinto que poderia estar mais com ela,fico triste quando a Bianca some,mas entendo ela,queria que o Aldren viesse morar aqui,curtir as baladas junto com a gente,assim como o Neylor,a Emi,o Mussum,queria que desse muito certo da Amanda vir morar aqui com a gente,a Gio,a Dady,queria que todo mundo fosse junto na Romero comer hot dog,os domingos com a Soraia no bar,onde teremos agora a presença de Mauríssimus,as promoções de caipirinha com chopp no Habib´s,baladas furadas,outras nem tanto,pessoas quase caindo,mas sem largar o copo,mesmo aqueles que não citei,queria que todo mundo estivesse junto,unido,que as conversas de msn passassem a ser ao vivo.Queria ter todos vocês comigo,guardados dentro de uma caixinha.E mais nada.
terça-feira, dezembro 18, 2007
O amor não pesa.
Se está difícil de você carregar é sinal de que isso aí não é bem amor.
Tem outras coisas que às vezes se disfarçam de amor, só que elas mais cedo ou mais tarde acabam pesando.
É preciso, então, olharmos muito bem olhado, de pertinho e com lupa, para ter certeza do que nos motiva a entrar ou manter uma relação.
Que seja sempre o apaixonamento e não a necessidade, a solidão, pressa, fome. E mais ainda, veja que difícil, que o apaixonamento seja saudável e bem leve; porque se for pesado ...
Se está difícil de você carregar é sinal de que isso aí não é bem amor.
Tem outras coisas que às vezes se disfarçam de amor, só que elas mais cedo ou mais tarde acabam pesando.
É preciso, então, olharmos muito bem olhado, de pertinho e com lupa, para ter certeza do que nos motiva a entrar ou manter uma relação.
Que seja sempre o apaixonamento e não a necessidade, a solidão, pressa, fome. E mais ainda, veja que difícil, que o apaixonamento seja saudável e bem leve; porque se for pesado ...
terça-feira, dezembro 04, 2007
Sacola de lembranças
Ela olhou no quarto à sua volta.Silêncio.Viu a sacola com os pertences à devolver.Tnha sido extremamente difícil reunir todas aquelas lembranças,que pareciam não ser suas.Uma dor dilacerante lhe veio ao estômago.Enjôo.Vômito.Ela voltou ao quarto e a sacola ainda estava lá.Aquele quarto parecia grande demias para as duas.Ela abriu a sacola e viu,as imagens,histórias,canções,tudo em pequenas coisas reunidas naquela sacola de lembranças.Um a um,ela foi guardando de volta os pertences que não eram dela,dois no guarda-roupa,alguns na escrivaninha,outros em cima do dvd.Ela sabia que aquilo tudo não era dela.Mas o fato de estarem próximos dela faziam com que ela se sentisse mais leve.Uma situação imaginária.Porque ali ela pesava mais de uma tonelada.Ela mostrava os dentes pra sorrir,mas eram apenas dentes sem sorrisos.Ela vestia roupas coloridas mas o suor que sai de seu corpo era sujo e escuro.Ela tomou um banho para mudar seu aspecto.E no banho ela sentiu que era boa demais para toda aquela situação.Sentiu que estava bem,mas não estava.E passou a afirmar pra si mesma todos os dias que iria sair dessa.Sem arranhões.
"Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo. Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso. A única magia que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa incompreensão"
sábado, novembro 10, 2007
Brilho eterno de uma mente sem lembranças
De todas as formas,eu tentei.Eu juro que tentei.Mas a única forma que vejo é apagar minha mente.Até a minha saúde está afetada.Eu não quero.Não de novo.
quarta-feira, novembro 07, 2007
O amor é isso.
Ontem estava escovando os dentes pra ir trabalhar quando o meu pai chegou em casa.Ele está trabalhando no período da noite esse mês...Abriu a porta de casa, beijou e abraçou minha mãe com muito carinho.Fiquei só observando e pensei:Como um amor pode durar por 25 anos?Como fazer pra manter por tanto tempo um amor?Sempre observei esse comportamento deles.Suas brigas não duram mais que dois minutos,tudo muito sensato,um sempre aceita o que o outro diz,sempre estão de bem um com o outro.É triste ver que muitos casamentos começam e terminam na porta de uma igreja.Meus pais noivaram e se casaram num curto período de quinze dias.Há quem pensou que não daria certo.Muitas coisas,das mais loucas possíveis,são as que mais estão propícias a vingar.A conclusão que tiro disso tudo é que ainda não amei de verdade.O amor é isso.Aceitar as diferenças,conviver em harmonia,se entregar por inteiro,se preocupar com o presente,esquecer o passado,as desavenças,dizer o que sente,ser você mesmo,ter respeito pela pessoa,enfim,o amor é isso.
domingo, novembro 04, 2007
Ainda não me acostumei
Ainda não me acostumei com o conforto,ser bem tratada,de dias felizes,sorvete no calor,coberta no frio.Canções tristes,cortesias,galanteios dos mais variados,noites com luar,tardes fresquinhas,manhãs ensolaradas.Ainda não me acostumei com choros de felicidade,conquistas.Tá faltando alguma coisa.
sexta-feira, novembro 02, 2007
Medo da janela.
Quando eu vim morar nesse prédio,eu não saia da janela.Mas de uns dias pra cá,eu morro de medo de ficar ao lado da janela.O fato é que o meu computador fica exatamente ao lado dela.Mas só de olhar pra baixo já me dá uma vertigem,me dá uma fobia enorme,medo de cair,sei lá...Ela me olha.Num surto,eu fecho o vidro.
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